Sêmen PS: DEP ajuda centrais faturar mais

Sêmen PS: DEP ajuda centrais faturar mais

Até o ano de 2014 apenas os mais envolvidos na comercialização de sêmen bovino conheciam o termo PS, que significa Prestação de Serviço. Este sêmen não vai para o mercado diretamente. É utilizado pelos próprios pecuaristas nos acasalamentos intrarrebanho ou comercializado por eles mesmos com outros criadores.

Sérgio Saud, presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), estima que esse segmento represente 8% da produção total de sêmen no Brasil e computa um crescimento de 12% nos últimos três anos para a categoria. Todavia, duas das maiores empresas de PS do País cresceram na ordem de 50% no mesmo período.

O executivo explica que a discrepância ocorre porque a Asbia não contabiliza doses de recomércio – sêmen adquirido das centrais PS e revendido pelas empresas comerciais. Uma prova de como esse setor é próspero está na inauguração da nova Central Bela Vista, da qual fui convidado a participar. O aporte do grupo holandês que controla  a empresa foi de nada menos que R$ 20 milhões. E ninguém “brinca” de investir com uma grana dessa.

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Sêmen: venda cai, mas ensaia recuperação

Sêmen: venda cai, mas ensaia recuperação

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) divulgou os números da comercialização de sêmen bovino em 2016, que trouxeram indicadores negativos, como já antecipava PecNética no post Inseminação Artificial pode crescer 40%, onde o presidente recém-empossado Sérgio de Brito Prieto Saud também apresentava metas ambiciosas para seu mandato de três anos.

O ano passado foi duro para as centrais de inseminação artificial, pois o Brasil enfrentava o ápice da crise econômica e o pico da seca nas regiões Norte e Centro-Oeste brasileiras. A estiagem incorreu no atraso da estação de monta e a crise motivou pecuaristas a diminuírem investimentos e a utilizar os estoques de genética bovina já existentes nas propriedades. Foi uma maneira de esperar a onda passar.

Os dados do Index ASBIA, que representam 90% do mercado nacional, mostram a negociação de 11.723.738 doses de sêmen no ano passado, uma queda de 7% em relação às 12.606.703 doses registradas em 2015. Nas raças de corte, também se confirmou a expectativa de Saud ao PecNética: recuo de 3% nas vendas, que totalizaram 8.022.665 doses.

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Nem tudo que nasce é touro

Nem tudo que nasce é touro

Por estes dias visitei a Fazenda Angélica, em Americana, interior de São Paulo, e fui recebido por Daniel Steinbruch e pelo Senhor Odílio Marin, respectivamente dono e gerente da propriedade, bem como pelo leiloeiro Eduardo Matuck, também velho de guerra na pecuária.

A prosa correu solta e apesar da pouca idade – Daniel tem apenas 24 anos – mostra uma perspicácia e um tino empresarial vistos em poucos criadores. Na verdade, eu o conheci em meados de 2009, quando ele era recém-chegado na raça Brahman, mas do plantel restou um banco de sêmen e algumas vacas que utiliza no cruzamento com Angus no Mato Grosso.

Ele ainda toca o gado holandês da família, cuja seleção já completou 40 anos, também um dos primeiros importadores de Dorper da África do Sul, sem falar ainda da criação de Suffolk. A nova aposta do jovem pecuarista é a raça nipônica Wagyu. E a este ponto eu queria chegar.

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