Dilema dos frigoríficos: Boi inteiro x Boi castrado

Dilema dos frigoríficos: Boi inteiro x Boi castrado

Peço licença aos meus ávidos seguidores para tratar de um assunto mais abrangente, mas se está aqui é porque também envolve genética. Hoje, os frigoríficos vivem um verdadeiro dilema, entre incentivar ou não a castração de bovinos.

A manobra da indústria existe e ocorre de forma comedida, pela dificuldade em pagar maiores bonificações. Boi castrado é matéria-prima para o mercado gourmet, baseado fortemente na alimentação fora de casa, onde, segundo o IBGE, o brasileiro deixa 25% da renda.

É uma demanda parelha com a dos cortes para churrasco, no qual se exige maciez, uma capa de gordura generosa e marmoreio caprichado. A diferença é que também necessita de padronização nos cortes.

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Angus: preto não é igual a preto

Angus: preto não é igual a preto

Como já muito discutido aqui no PecNética, a exemplo do post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, a retomada do cruzamento industrial deu um verdadeiro upgrade na qualidade do rebanho nacional.

São dezenas as marcas de carne que pagam bônus entre 2% e 10% a quem entregar uma composição sanguínea meio-sangue Angus, maciez, rendimento e acabamento de carcaça.

Tamanha recompensa levou a uma corrida frenética por sêmen do taurino britânico. Entretanto, para muitos pecuaristas, basta o sêmen ser “preto” para ser bom. E não é assim que a roda gira.

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Receptoras movimentam 300 milhões de reais

Receptoras movimentam 300 milhões de reais

Detentor do maior rebanho do mundo, tudo que envolve a pecuária brasileira movimenta muita grana. Saiba que o mercado de receptoras fatura R$ 300.000.000,00 por ano. E não é por menos, pois dados da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões apontam que 450 mil dos 600 mil embriões produzidos no mundo são feitos no Brasil.

Uma receptora, hoje, custa cerca de R$ 3.000,00, mas seu preço normalmente acompanha a valorização da arroba do boi gordo. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço unitário  chega a equivaler a 21@ de boi gordo. O negócio anual de reprodução destinado a transferências de embriões e fertilizações in vitro é estimado em 100.000 barrigas de aluguel.

Segundo Eduardo Lima, diretor da Minerembryo, os criatórios de gado puro de origem (PO), principalmente aqueles que não exercem paralelamente a produção de carne ou leite, frearam um pouco os investimentos em 2016, em virtude da instabilidade econômica brasileira. Essa parcela de criadores é importante para este segmento e, normalmente, é composta por empresários cuja atividade principal está fora da pecuária.

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