PGP não é avaliação genética

PGP não é avaliação genética

Difundida antes mesmo da introdução da dep no Brasil, a prova de ganho em peso (PGP) faz parte das raízes da pecuária brasileira. É um diferencial importante a um sem-número de raças bovinas, ajudando a realçar diferenciais ainda desconhecidos. O criador adora porque é que nem ir ao Poupa Tempo. Evita uma fila de dez anos e economiza R$ 50 mil necessários para provar um touro.

“As provas de ganho em peso são importantes porque identificam e ranqueiam os melhores indivíduos ganhadores de peso em um determinado grupo de animais, já que todos são submetidos às mesmas condições de alimentação e manejo”, explica Fábio Miziara, zootecnista e jurado efetivo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Segundo o zootecnista, para ser validada, uma PGP precisa respeitar critérios básicos. Os participantes têm de ter a mesma faixa etária no período de entrada, entre sete e dez meses, e ser submetidos ao mesmo tipo de manejo e dieta. Além de considerar ganho em peso e atributos raciais, esse tipo de prova compreende avaliações do aparelho reprodutivo, eficiência alimentar e, mais recentemente, qualidade de carcaça, graças ao uso de ultrassom.

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Seleção vai muito além do peso

Seleção vai muito além do peso

Este conceito foi amplamente discutido no post Nelore pernalta e a grama da pista, mas ao receber uma proposta de pauta no meu e-mail, decidi encomendar um artigo do Antônio Carlos, gerente de Bovinos de Corte da Semex.

Como já é de conhecimento comum, animais de frame grande tendem a ser mais tardios na terminação, implicando na precocidade de abate. Isso porque ao se priorizar as deps de ganho de peso, acrescenta-se apenas crescimento na bezerrada.

O problema é que estas características genéticas não predizem onde será colocado esse incremento no desempenho, se nos membros, na estrutura (ossatura), no tamanho, na carcaça, no lombo, na musculatura ou no acabamento de gordura.

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Touro velho não faz pecuária boa

Touro velho não faz pecuária boa

Ainda hoje há uma boa reserva de sêmen de touros quase lendários, muitos dos quais avaliados acima de R$ 350 a dose. Aproveitando um bom bate papo com o médico-veterinário José Bento Sterman Ferraz, para uma entrevista pingue-pongue para a Revista AG, não perdi a oportunidade e o questionei sobre o assunto.

Contundente, o mestre e doutor em Genética e professor titular da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP não poupou críticas. Segundo ele, comprar uma genética dessa – e pagar caro por ela – é o mesmo que rasgar dinheiro. Isso, claro, pensando no efeito do melhoramento genético do rebanho.

Eu explico: seria o equivalente a desembolsar uma boa grana por um VW Santana 1996 do que por um Honda Civic, um Toyota Corolla ou ainda um Chevrolet Cruze, só porque o velho Santana era um dos melhores carros daquele tempo. Lembro que não falamos aqui da paixão de um colecionador pelo citado veículo e sim sobre a questão da potência e da tecnologia envolvidas no modelo.

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