Armadilhas por trás do TOP 0.1%

Armadilhas por trás do TOP 0.1%

A estação de monta chegou e com ela a ânsia do pecuarista adquirir a melhor genética bovina só aumenta. Com as edições dos sumários já consolidadas, os holofotes voltam-se aos touros melhor ranqueados. E aí mora o perigo!

O número decimal que designa o melhor reprodutor entre mil, pode esconder algumas pegadinhas. Atualmente, atua como um mindset, um poderoso gatilho mental que induz o subconsciente ao consumo deste material genético.

Mas, nem sempre um TOP 0.1% é o que a propaganda faz crer. É absolutamente comum e compreensível que um touro seja extremamente diferenciado em algumas DEPs e nem tanto em outras de grande impacto econômico.

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Sem critério, líder do ranking seria castrado

Sem critério, líder do ranking seria castrado

Calma, ávido leitor, não se espante. O título ácido é apenas para realimentar uma velha discussão. Agir por impulso do marketing no momento crucial da decisão por determinado touro ou sêmen pode ser insalubre. Critico o fato de ainda hoje prevalecer a cultura de que o campeão é sempre o melhor em tudo.

O receptáculo responsável por resolver todos os problemas de um rebanho ou plantel. Aliás, equívocos como esse descredenciaram a pista como exclusiva formadora de touros de central. Traçando paralelo com o futebol, um touro campeão seria como Neymar Jr. Um ótimo goleador, mas talvez menos defensor e não tão bom goleiro.

Ou seja, o jogador, mesmo aquele talento nato, não vence campeonato sozinho. Contribui para o time. O touro, por sua vez, contribui para o plantel. Então, quando optar por um bom reprodutor, tenha ciência de suas deps e, principalmente, aquilo que deseja corrigir, potencializar ou eliminar no rebanho.

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Genética contra o carrapato

Genética contra o carrapato

Acompanhando a Expointer, uma feira onde a paixão pela pecuária salta aos olhos, escolhi o tema do post desta semana: carrapato. Um trabalho da Embrapa Pecuária Sul identificou populações resistentes a todas as classes de produtos existentes de acaricidas, principalmente em virtude da resistência cruzada.

A situação é arrepiante e, acredite, é uma realidade cada vez mais próxima do seu plantel. Não à toa, os carrapatos já causam prejuízos na ordem de 3,5 bilhões de dólares ao bolso dos pecuaristas brasileiros. Nesta guerra sem fim, o criador precisa utilizar todo o arsenal disponível, principalmente quem cria taurinos, os mais suscetíveis às infestações.

Lembro que em meados de 1994 a Conexão Delta G lançava o embrião de um projeto pioneiro no Brasil: a seleção de bovinos resistentes ao carrapato. Idealizado a partir de uma bucólica percepção do vaqueiro, em reconhecer se uma vaca ou terneiro têm ou não “sangue doce” para o paladar do ácaro, vim a conhecer o projeto, de fato, mais nos anos 2000.

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