HáHáHá… DEP, o que é isso?

HáHáHá… DEP, o que é isso?

Tive meu primeiro contato com o melhoramento genético em bovinos de corte ainda nos idos finais da década de 1990. A pecuária ainda colhia resquícios dos anos vindouros, quando a criação de gado não passava de uma poupança monetária a céu aberto. Um dinheirinho extra para fazer o pé de meia dos filhos.

Depois de ouvir tantos pecuaristas, entendi que se tratava de uma herança cultural dos anos 60 e 70 e imagino que este tenha sido o grande obstáculo para a pecuária evoluir. A atividade encontrava-se estagnada, com bois literalmente largados em pastos degradados, levando a um abate absurdamente tardio, entre cinco e seis anos de idade, e a atividade a um estereótipo extrativista.

Simultaneamente, o cruzamento industrial amargava sua primeira derrocada. Cruzava-se “tatu com cobra” e esperava-se que o tucura rendesse algo de espantoso. Muitas raças pagaram um preço alto por conta do erro dos pecuaristas na escolha dos indivíduos, a exemplo do Limousin – o “Angus” daquele decênio e atualmente nas mãos de pouquíssimos criadores.

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A morte do “Touro de Boiada”

A morte do “Touro de Boiada”

Como todos conhecem existe um jargão consolidado na criação de gado, o famoso “touro de boiada” ou “boi de boiada”.

Ainda é bastante comum alguns pecuaristas, notadamente aqueles mais tradicionais, elegerem o macho mais bonito do rebanho para cobrir a vacada na próxima estação de monta.

Nada demais?

Depende! Se ao menos o pecuarista acompanhasse de perto o desenvolvimento de duas safras de bezerros geradas pelo suposto reprodutor, talvez tivesse alguma informação para confirmar sua teoria.

Agora, imagine se o dito reprodutor esconder problemas de aprumos, gerar bezerros de frame (tamanho) grande, tiver costelas pouco arqueadas ou não depositar a quantidade de gordura desejada durante a terminação.

Ou seja, o “touro de boiada” não oferece qualquer garantia para o melhoramento genético do rebanho. Mesmo assim, muito pecuarista aposta muitas fichas nele.

Mas, existe solução?

Sim, claro! E tal solução será vista aqui no Blog PecNética semanalmente a partir de 9 de junho. Vamos tratar apenas de melhoramento genético na pecuária, que é possível apenas com ajuda de um bom teste de progênie ou, quando menos se esperar, também da genômica.

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