A intrigante busca pelo Novilho de Ouro

A intrigante busca pelo Novilho de Ouro

Eficiência produtiva é o novo mantra a quem depende da pecuária para sobreviver. A resposta para alcançá-la é simples, mas os meios podem ser um pouco tortuosos. Implica em uma série de reestruturações que impactam de sobremaneira o modus operandi da propriedade. Desafiador e ao mesmo tempo apaixonante, para quem não teme prosperar.

Assim como Jasão à procura do Velocino de Ouro, na mitologia grega, a aventura do pecuarista moderno é produzir o seu próprio “Novilho de Ouro” ou melhor dizendo seu novilho precoce. Mas, antes de continuar esta leitura, nobre leitor, peço licença para esclarecer que a beleza não está no produto final e sim no conceito de trabalho.

Conceito porque sua execução exige uma visão holística do negócio (guarde bem essa palavra, pois você vai ouvi-la muitas vezes nesta década),  dependerá daquilo que acontece no além-porteira. Da mesma forma que Jasão teve de enfrentar o desconhecido, o “neo-pecuarista” precisará desvendar os segredos por trás da produção de um boi bem acabado abatido entre os 24 e 36 meses, em meio a uma realidade que beira os 42.

216 views

Heterose não faz milagre

Heterose não faz milagre

Sinto falta… Hoje, mesmo após a retomada do cruzamento industrial, é difícil vermos a heterose figurar entre os principais temas abordados nos dias de campo.  Particularmente, acredito ser uma discussão  contextualizada com o momento que vivemos.

É bem verdade que caiu no conhecimento comum, mas será que ela vem sendo explorada de forma correta pelos pecuaristas? No passado, a discussão girava em torno da crença de que apenas misturando raças ou linhagens a mágica ocorreria nos números da propriedade.

Em parte, estava correto. A heterose ou vigor híbrido, que ainda pode ser definida como choque de sangue entre as diferentes raças utilizadas em um cruzamento, sozinha, já é capaz de proporcionar um salto quantitativo nos índices produtivos do rebanho.

977 views

Do tatu com cobra ao boi de qualidade

Do tatu com cobra ao boi de qualidade

Quem diria que hoje uma bezerra meio-sangue Nelore x Angus superaria R$ 2.000,00. Impressiona ainda mais ela ser utilizada como matriz.

Na década de 90, muito pecuarista não tinha destino a um bicho “desse”, quando a mestiçagem de raças enfrentava o primeiro demérito.

A primeira tentativa, frustrada, esbarrou no desconhecimento técnico dos pecuaristas e, em outros casos, fora negligência mesmo.

Como o cerne da pecuária brasileira é a produção a pasto, instintivamente qualquer reprodutor, mesmo sendo taurino, era desafiado lá naquele sol ardido de 42ºC à sombra.

615 views