-Blog PecNética- - Aqui o touro não é de boiada!

Tricross, o atalho para o superprecoce

Tricross, o atalho para o superprecoce

Peço licença aos meus mentores que ensinaram que tricross é um neologismo e, por este motivo, o correto seria usar a expressão inglesa Three Crossover, termo original para designar o cruzamento triplo. Apesar de não existir, faço coro ao time de zootecnistas, médicos-veterinários e pecuaristas de todo o País e adoto o tricross mesmo, o mais curto caminho para a produção do novilho superprecoce.

Como discutido no post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, hoje os pecuaristas contam com uma pedra fundamental muito interessante para construir suas fábricas de carne, que é a vaca meio-sangue Nelore/Angus, nossa estimada F1. Existem muitas outras opções que também geram ótimo resultado tanto no pasto quanto no confinamento, mas estas, em especial, já somam 3 milhões de cabeças na pecuária nacional.

Com faro apurado e a escolha correta da terceira raça, além de contar com boia farta no cocho, produzir bezerros terminados com 20@ aos 13 meses parece simples. Só que erros sutis podem tornar essa brincadeira onerosa, ainda mais que a saca de milho não ficará abaixo dos R$ 45-50,00, de acordo com previsões da Abramilho. Agora eu pergunto, qual seria a raça apropriada para usar em cima da meio-sangue?

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A intrigante busca pelo Novilho de Ouro

A intrigante busca pelo Novilho de Ouro

Eficiência produtiva é o novo mantra a quem depende da pecuária para sobreviver. A resposta para alcançá-la é simples, mas os meios podem ser um pouco tortuosos. Implica em uma série de reestruturações que impactam de sobremaneira o modus operandi da propriedade. Desafiador e ao mesmo tempo apaixonante, para quem não teme prosperar.

Assim como Jasão à procura do Velocino de Ouro, na mitologia grega, a aventura do pecuarista moderno é produzir o seu próprio “Novilho de Ouro” ou melhor dizendo seu novilho precoce. Mas, antes de continuar esta leitura, nobre leitor, peço licença para esclarecer que a beleza não está no produto final e sim no conceito de trabalho.

Conceito porque sua execução exige uma visão holística do negócio (guarde bem essa palavra, pois você vai ouvi-la muitas vezes nesta década),  dependerá daquilo que acontece no além-porteira. Da mesma forma que Jasão teve de enfrentar o desconhecido, o “neo-pecuarista” precisará desvendar os segredos por trás da produção de um boi bem acabado abatido entre os 24 e 36 meses, em meio a uma realidade que beira os 42.

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Heterose não faz milagre

Heterose não faz milagre

Sinto falta… Hoje, mesmo após a retomada do cruzamento industrial, é difícil vermos a heterose figurar entre os principais temas abordados nos dias de campo.  Particularmente, acredito ser uma discussão  contextualizada com o momento que vivemos.

É bem verdade que caiu no conhecimento comum, mas será que ela vem sendo explorada de forma correta pelos pecuaristas? No passado, a discussão girava em torno da crença de que apenas misturando raças ou linhagens a mágica ocorreria nos números da propriedade.

Em parte, estava correto. A heterose ou vigor híbrido, que ainda pode ser definida como choque de sangue entre as diferentes raças utilizadas em um cruzamento, sozinha, já é capaz de proporcionar um salto quantitativo nos índices produtivos do rebanho.

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