-Blog PecNética- - Aqui o touro não é de boiada!

Sêmen: venda cai, mas ensaia recuperação

Sêmen: venda cai, mas ensaia recuperação

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) divulgou os números da comercialização de sêmen bovino em 2016, que trouxeram indicadores negativos, como já antecipava PecNética no post Inseminação Artificial pode crescer 40%, onde o presidente recém-empossado Sérgio de Brito Prieto Saud também apresentava metas ambiciosas para seu mandato de três anos.

O ano passado foi duro para as centrais de inseminação artificial, pois o Brasil enfrentava o ápice da crise econômica e o pico da seca nas regiões Norte e Centro-Oeste brasileiras. A estiagem incorreu no atraso da estação de monta e a crise motivou pecuaristas a diminuírem investimentos e a utilizar os estoques de genética bovina já existentes nas propriedades. Foi uma maneira de esperar a onda passar.

Os dados do Index ASBIA, que representam 90% do mercado nacional, mostram a negociação de 11.723.738 doses de sêmen no ano passado, uma queda de 7% em relação às 12.606.703 doses registradas em 2015. Nas raças de corte, também se confirmou a expectativa de Saud ao PecNética: recuo de 3% nas vendas, que totalizaram 8.022.665 doses.

Angus e Nelore continuam liderando as vendas, mas o segundo cresceu consideravelmente em relação a 2015, como também já projetava o presidente. Brangus e Senepol também tiveram bom desempenho. No caso da pecuária leiteira, a catástrofe que se anunciava foi atenuada. O primeiro semestre de 2016 registrou uma forte queda de 27%, entretanto, observou-se ligeira recuperação no segundo, com 3.699.057 doses vendidas.

O decréscimo foi reduzido para 14,5%. Todas as raças leiteiras amargaram baixas, exceto o Guzerá Leiteiro. “Os preços menores do milho influenciaram positivamente a aquisição de genética, permitindo que os produtores tivessem uma margem maior para investir na inseminação artificial”, elucida o presidente da ASBIA.

Nas vendas de sêmen para Corte, o estado do Mato Grosso retomou a liderança entre as unidades federativas mais adeptas da IA, seguido pelo Mato Grosso do Sul, que, em 2015, detinha o maior volume de negócios com sêmen. Na terceira posição, está Goiás. Já no Leite, o líder continua sendo Minas Gerais, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Um fato interessante é que os dois líderes no corte (MT e MS) e a primeira colocada do leite (MG) inseminam menos de 20% do rebanho de vacas. Na contramão, o Distrito Federal enxerta 90% da vacada.

Exportações de sêmen

Se as vendas internas seguiram em ritmo lento, os embarques de palhetas  cresceram 33,1%, somando 296.371 doses (Corte e Leite). As exportações de Corte atingiram quase 135.000 doses, representando um crescimento de 30% sobre 2015. Os maiores clientes foram Paraguai, Bolívia e Argentina.

As exportações das raças leiteiras brasileiras cresceram 36%, atingindo a marca de 162.000 doses, com destaque para Colômbia, Costa Rica e Equador, como maiores importadores. Vale destacar que Índia, Sri Lanka e Moçambique começam a se destacar na clientela brasileira.

A ASBIA não informa mais o volume de vendas de sêmen por raça e quem quiser ter acesso ao relatório 2016 na íntegra basta clicar aqui e o PecNética disponibiliza a você.

Comentários

  1. RespostaBárbara Gonçalves
    Aqui em Goiás o pessoal tem optado bastante pelo cruzamento industrial no gado de corte, parece dar bons resultados. Ah, sobre meu blog, tá indo bem. Tem que se dedicar, né.. rsrs Um abraço!

Fique à vontade para comentar este post