Angus: preto não é igual a preto

Angus: preto não é igual a preto

Como já muito discutido aqui no PecNética, a exemplo do post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, a retomada do cruzamento industrial deu um verdadeiro upgrade na qualidade do rebanho nacional.

São dezenas as marcas de carne que pagam bônus entre 2% e 10% a quem entregar uma composição sanguínea meio-sangue Angus, maciez, rendimento e acabamento de carcaça.

Tamanha recompensa levou a uma corrida frenética por sêmen do taurino britânico. Entretanto, para muitos pecuaristas, basta o sêmen ser “preto” para ser bom. E não é assim que a roda gira.

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IA: 10 serviços que você não pode deixar de conhecer

IA: 10 serviços que você não pode deixar de conhecer

Assim como ocorre no melhoramento genético de bovinos, onde se busca que o filho seja melhor do que os pais, as centrais de inseminação artificial tentam fazer jus à premissa e oferecer serviços exclusivos para os pecuaristas melhorarem a produtividade do rebanho.

Desta forma nasceu, por exemplo, o selo para identificação de touros mais indicados para uso na inseminação artificial em tempo fixo (IATF), uma iniciativa bem quista por profissionais do gabarito do professor Pietro Sampaio Baruselli, da Universidade de São Paulo, um dos profissionais mais renomados no assunto.

PecNética foi a campo e lista com exclusividade alguns serviços das centrais que você não pode deixar de conhecer. Pena que nem todas as empresas retornaram o contato, todavia, o compilado ficou bem interessante. Importante: isto não é um ranking. Os serviços foram alocados de forma aleatória.

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Tricross, o atalho para o superprecoce

Tricross, o atalho para o superprecoce

Peço licença aos meus mentores que ensinaram que tricross é um neologismo e, por este motivo, o correto seria usar a expressão inglesa Three Crossover, termo original para designar o cruzamento triplo. Apesar de não existir, faço coro ao time de zootecnistas, médicos-veterinários e pecuaristas de todo o País e adoto o tricross mesmo, o mais curto caminho para a produção do novilho superprecoce.

Como discutido no post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, hoje os pecuaristas contam com uma pedra fundamental muito interessante para construir suas fábricas de carne, que é a vaca meio-sangue Nelore/Angus, nossa estimada F1. Existem muitas outras opções que também geram ótimo resultado tanto no pasto quanto no confinamento, mas estas, em especial, já somam 3 milhões de cabeças na pecuária nacional.

Com faro apurado e a escolha correta da terceira raça, além de contar com boia farta no cocho, produzir bezerros terminados com 20@ aos 13 meses parece simples. Só que erros sutis podem tornar essa brincadeira onerosa, ainda mais que a saca de milho não ficará abaixo dos R$ 45-50,00, de acordo com previsões da Abramilho. Agora eu pergunto, qual seria a raça apropriada para usar em cima da meio-sangue?

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