Angus: preto não é igual a preto

Angus: preto não é igual a preto

Como já muito discutido aqui no PecNética, a exemplo do post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, a retomada do cruzamento industrial deu um verdadeiro upgrade na qualidade do rebanho nacional.

São dezenas as marcas de carne que pagam bônus entre 2% e 10% a quem entregar uma composição sanguínea meio-sangue Angus, maciez, rendimento e acabamento de carcaça.

Tamanha recompensa levou a uma corrida frenética por sêmen do taurino britânico. Entretanto, para muitos pecuaristas, basta o sêmen ser “preto” para ser bom. E não é assim que a roda gira.

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Seleção vai muito além do peso

Seleção vai muito além do peso

Este conceito foi amplamente discutido no post Nelore pernalta e a grama da pista, mas ao receber uma proposta de pauta no meu e-mail, decidi encomendar um artigo do Antônio Carlos, gerente de Bovinos de Corte da Semex.

Como já é de conhecimento comum, animais de frame grande tendem a ser mais tardios na terminação, implicando na precocidade de abate. Isso porque ao se priorizar as deps de ganho de peso, acrescenta-se apenas crescimento na bezerrada.

O problema é que estas características genéticas não predizem onde será colocado esse incremento no desempenho, se nos membros, na estrutura (ossatura), no tamanho, na carcaça, no lombo, na musculatura ou no acabamento de gordura.

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Venda de touros não decola em 2016

Venda de touros não decola em 2016

Diferente do que vimos nos últimos anos, a venda de reprodutores não decolou e as médias de preço registradas declinaram nas principais leiloeiras do Brasil. A explicação está na combinação explosiva entre seca, crise políticoeconômica e virada do ciclo pecuário.

O resultado não poderia ser outro que a queda nas vendas e nos preços. Se em 2015, vimos touros comercializados a uma média entre R$ 10 e R$ 12 mil, no ano passado as médias mal passaram dos R$ 9 mil. Mas, ainda assim estão em patamares satisfatórios. 

Maurício Tonhá, proprietário da Estância Bahia Leilões já esperava um ano difícil. “A pecuária terminou com preço mais barato do que começou”, disse o empresário ainda no último mês de novembro. A Estância Bahia também amargou uma queda de 15% na comercialização de touros.

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