Hoje, a agricultura é uma referência quando o assunto é adoção de tecnologia. Máquinas controladas via satélite, aplicativos de celular capazes de medir a fertilidade do solo, monitoramento rigoroso da meteorologia e dos fenômenos climáticos são algumas das ferramentas utilizadas para ajudar o agricultor a elevar a produtividade por hectare, uma métrica que aos poucos vem sendo adaptada à pecuária.

Entretanto, o principal fator que ajudou a revolucionar este setor é muito mais simples, se assim podemos definir, ou pelo menos mais fácil de explicar: a semente certificada. Desenvolvida em torno dos anos 1900 na Califórnia, nos Estados Unidos, segundo o engenheiro-agrônomo Rui Colvara Rosinha, elas passaram a ser difundidas com mais afinco no Brasil em 2003, através de um projeto elaborado pela Abrasem.

A iniciativa se mostrou assertiva e, atualmente, em torno de 80% do mercado agrícola só compra semente certificada. Isso porque os agricultores já assimilaram que apenas as sementes certificadas garantem origem, qualidade, segurança, resultado e levam inovação ao plantio. Já a grande maioria dos pecuaristas faz o contrário e aposta nas sementes de “milho de paiol”, ou seja, os touros ponta de boiada.

215 views