Genética contra o carrapato

Genética contra o carrapato

Acompanhando a Expointer, uma feira onde a paixão pela pecuária salta aos olhos, escolhi o tema do post desta semana: carrapato. Um trabalho da Embrapa Pecuária Sul identificou populações resistentes a todas as classes de produtos existentes de acaricidas, principalmente em virtude da resistência cruzada.

A situação é arrepiante e, acredite, é uma realidade cada vez mais próxima do seu plantel. Não à toa, os carrapatos já causam prejuízos na ordem de 3,5 bilhões de dólares ao bolso dos pecuaristas brasileiros. Nesta guerra sem fim, o criador precisa utilizar todo o arsenal disponível, principalmente quem cria taurinos, os mais suscetíveis às infestações.

Lembro que em meados de 1994 a Conexão Delta G lançava o embrião de um projeto pioneiro no Brasil: a seleção de bovinos resistentes ao carrapato. Idealizado a partir de uma bucólica percepção do vaqueiro, em reconhecer se uma vaca ou terneiro têm ou não “sangue doce” para o paladar do ácaro, vim a conhecer o projeto, de fato, mais nos anos 2000.

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A morte do “Touro de Boiada”

A morte do “Touro de Boiada”

Como todos conhecem existe um jargão consolidado na criação de gado, o famoso “touro de boiada” ou “boi de boiada”.

Ainda é bastante comum alguns pecuaristas, notadamente aqueles mais tradicionais, elegerem o macho mais bonito do rebanho para cobrir a vacada na próxima estação de monta.

Nada demais?

Depende! Se ao menos o pecuarista acompanhasse de perto o desenvolvimento de duas safras de bezerros geradas pelo suposto reprodutor, talvez tivesse alguma informação para confirmar sua teoria.

Agora, imagine se o dito reprodutor esconder problemas de aprumos, gerar bezerros de frame (tamanho) grande, tiver costelas pouco arqueadas ou não depositar a quantidade de gordura desejada durante a terminação.

Ou seja, o “touro de boiada” não oferece qualquer garantia para o melhoramento genético do rebanho. Mesmo assim, muito pecuarista aposta muitas fichas nele.

Mas, existe solução?

Sim, claro! E tal solução será vista aqui no Blog PecNética semanalmente a partir de 9 de junho. Vamos tratar apenas de melhoramento genético na pecuária, que é possível apenas com ajuda de um bom teste de progênie ou, quando menos se esperar, também da genômica.

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