Tricross, o atalho para o superprecoce

Tricross, o atalho para o superprecoce

Peço licença aos meus mentores que ensinaram que tricross é um neologismo e, por este motivo, o correto seria usar a expressão inglesa Three Crossover, termo original para designar o cruzamento triplo. Apesar de não existir, faço coro ao time de zootecnistas, médicos-veterinários e pecuaristas de todo o País e adoto o tricross mesmo, o mais curto caminho para a produção do novilho superprecoce.

Como discutido no post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, hoje os pecuaristas contam com uma pedra fundamental muito interessante para construir suas fábricas de carne, que é a vaca meio-sangue Nelore/Angus, nossa estimada F1. Existem muitas outras opções que também geram ótimo resultado tanto no pasto quanto no confinamento, mas estas, em especial, já somam 3 milhões de cabeças na pecuária nacional.

Com faro apurado e a escolha correta da terceira raça, além de contar com boia farta no cocho, produzir bezerros terminados com 20@ aos 13 meses parece simples. Só que erros sutis podem tornar essa brincadeira onerosa, ainda mais que a saca de milho não ficará abaixo dos R$ 45-50,00, de acordo com previsões da Abramilho. Agora eu pergunto, qual seria a raça apropriada para usar em cima da meio-sangue?

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Do tatu com cobra ao boi de qualidade

Do tatu com cobra ao boi de qualidade

Quem diria que hoje uma bezerra meio-sangue Nelore x Angus superaria R$ 2.000,00. Impressiona ainda mais ela ser utilizada como matriz.

Na década de 90, muito pecuarista não tinha destino a um bicho “desse”, quando a mestiçagem de raças enfrentava o primeiro demérito.

A primeira tentativa, frustrada, esbarrou no desconhecimento técnico dos pecuaristas e, em outros casos, fora negligência mesmo.

Como o cerne da pecuária brasileira é a produção a pasto, instintivamente qualquer reprodutor, mesmo sendo taurino, era desafiado lá naquele sol ardido de 42ºC à sombra.

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