Reposição: sem vaca Nelore não há cruzamento

Reposição: sem vaca Nelore não há cruzamento

A pecuária brasileira deu grandes saltos de produtividade nos últimos 20 anos, muito em virtude do maior investimento do pecuarista em nutrição, sanidade, manejo e genética. São dezenas os programas de melhoramento genético existentes, sejam eles coordenados por associações promocionais de raças, empresas, instituições de pesquisas ou centrais de inseminação artificial.

Um número interessante para mostrar como a pecuária evoluiu é o peso médio de carcaça dos bovinos abatidos. Em 2000, era de 16,8@; em 2013 subiu para 18@ e, hoje, já se discute – e em muitas fazendas isso é realidade – o abate de novilhos de 20@. E diga-se de passagem que o produtor que abdicar deste nível zootécnico não seguirá mais por muito tempo em uma atividade a cada ano mais competitiva.

Entretanto, produzir um boi com esse peso de carcaça aos 24 meses de idade é impossível de conseguir sem uma boa matriz. Por isso, a vaca é o maior patrimônio do pecuarista. Mas, com a latente ebulição do cruzamento industrial, muito produtor esqueceu da reposição, preocupando-se apenas com a aquisição de genética provada para produção de carne.

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Angus: preto não é igual a preto

Angus: preto não é igual a preto

Como já muito discutido aqui no PecNética, a exemplo do post Do tatu com cobra ao boi de qualidade, a retomada do cruzamento industrial deu um verdadeiro upgrade na qualidade do rebanho nacional.

São dezenas as marcas de carne que pagam bônus entre 2% e 10% a quem entregar uma composição sanguínea meio-sangue Angus, maciez, rendimento e acabamento de carcaça.

Tamanha recompensa levou a uma corrida frenética por sêmen do taurino britânico. Entretanto, para muitos pecuaristas, basta o sêmen ser “preto” para ser bom. E não é assim que a roda gira.

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Receptoras movimentam 300 milhões de reais

Receptoras movimentam 300 milhões de reais

Detentor do maior rebanho do mundo, tudo que envolve a pecuária brasileira movimenta muita grana. Saiba que o mercado de receptoras fatura R$ 300.000.000,00 por ano. E não é por menos, pois dados da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões apontam que 450 mil dos 600 mil embriões produzidos no mundo são feitos no Brasil.

Uma receptora, hoje, custa cerca de R$ 3.000,00, mas seu preço normalmente acompanha a valorização da arroba do boi gordo. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço unitário  chega a equivaler a 21@ de boi gordo. O negócio anual de reprodução destinado a transferências de embriões e fertilizações in vitro é estimado em 100.000 barrigas de aluguel.

Segundo Eduardo Lima, diretor da Minerembryo, os criatórios de gado puro de origem (PO), principalmente aqueles que não exercem paralelamente a produção de carne ou leite, frearam um pouco os investimentos em 2016, em virtude da instabilidade econômica brasileira. Essa parcela de criadores é importante para este segmento e, normalmente, é composta por empresários cuja atividade principal está fora da pecuária.

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