Nelore pernalta e a grama da pista

Nelore pernalta e a grama da pista

Eu me impressionava com os curiosos recordes do Guiness Book – E não me engane, caro leitor, sei que você acompanhava também! Brincadeiras à parte, quem não se comoveu com a história de Sultan Kösen. Desde 2009, os incríveis 2,51 metros de altura rendem ao turco o recorde de homem vivo mais alto do mundo.

Apesar de fazer história, a vida de Sultan não é nada fácil. Não era raro vê-lo portando muletas, além do fato de que o tamanho avantajado gera problemas na sustentação do corpo, catalisados por dolorosas artrites, entre outras muitas consequências como infertilidade. A natureza mostra que os extremos nunca são bons para a saúde e o desempenho de qualquer indivíduo.

Traçando um paralelo na pecuária, igual a Sultan, Vinke da MV, um touro Nelore danado de bruto, causou fervor em 1997, com seus 1,69 metro de altura no anterior, 1,72 metro no posterior, comprimento corporal de 1,98 e seu recorde mundial de peso aos 48 meses de idade. O animal ultrapassou a incrível marca de uma tonelada, 1.325 kg para ser mais exato. Valeria até o Guiness!

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HáHáHá… DEP, o que é isso?

HáHáHá… DEP, o que é isso?

Tive meu primeiro contato com o melhoramento genético em bovinos de corte ainda nos idos finais da década de 1990. A pecuária ainda colhia resquícios dos anos vindouros, quando a criação de gado não passava de uma poupança monetária a céu aberto. Um dinheirinho extra para fazer o pé de meia dos filhos.

Depois de ouvir tantos pecuaristas, entendi que se tratava de uma herança cultural dos anos 60 e 70 e imagino que este tenha sido o grande obstáculo para a pecuária evoluir. A atividade encontrava-se estagnada, com bois literalmente largados em pastos degradados, levando a um abate absurdamente tardio, entre cinco e seis anos de idade, e a atividade a um estereótipo extrativista.

Simultaneamente, o cruzamento industrial amargava sua primeira derrocada. Cruzava-se “tatu com cobra” e esperava-se que o tucura rendesse algo de espantoso. Muitas raças pagaram um preço alto por conta do erro dos pecuaristas na escolha dos indivíduos, a exemplo do Limousin – o “Angus” daquele decênio e atualmente nas mãos de pouquíssimos criadores.

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