Inseminação Artificial pode crescer 40%

Inseminação Artificial pode crescer 40%

O grande revés da economia brasileira inviabilizou a saída de um grande volume de palhetas das centrais de genética. E o pecuarista que tinha reservas de sêmen optou por utilizá-las, ficando fora da estatística oficial.

Quem constatou a tendência de queda na comercialização de sêmen em 2016 foi Sérgio Saud, presidente eleito na Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em uma produtiva entrevista, na qual ele também confessou uma meta ambiciosa, conforme veremos a seguir.

Os números oficiais devem ser apresentados somente em março, quando ocorre a já tradicional coletiva de imprensa da Asbia, entretanto, o presidente já adiantou que na primeira metade de 2016 haviam sido comercializadas 4,3 milhões de doses de sêmen.

587 views

Touro velho não faz pecuária boa

Touro velho não faz pecuária boa

Ainda hoje há uma boa reserva de sêmen de touros quase lendários, muitos dos quais avaliados acima de R$ 350 a dose. Aproveitando um bom bate papo com o médico-veterinário José Bento Sterman Ferraz, para uma entrevista pingue-pongue para a Revista AG, não perdi a oportunidade e o questionei sobre o assunto.

Contundente, o mestre e doutor em Genética e professor titular da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP não poupou críticas. Segundo ele, comprar uma genética dessa – e pagar caro por ela – é o mesmo que rasgar dinheiro. Isso, claro, pensando no efeito do melhoramento genético do rebanho.

Eu explico: seria o equivalente a desembolsar uma boa grana por um VW Santana 1996 do que por um Honda Civic, um Toyota Corolla ou ainda um Chevrolet Cruze, só porque o velho Santana era um dos melhores carros daquele tempo. Lembro que não falamos aqui da paixão de um colecionador pelo citado veículo e sim sobre a questão da potência e da tecnologia envolvidas no modelo.

1.817 views