Tive meu primeiro contato com o melhoramento genético em bovinos de corte ainda nos idos finais da década de 1990. A pecuária ainda colhia resquícios dos anos vindouros, quando a criação de gado não passava de uma poupança monetária a céu aberto. Um dinheirinho extra para fazer o pé de meia dos filhos.

Depois de ouvir tantos pecuaristas, entendi que se tratava de uma herança cultural dos anos 60 e 70 e imagino que este tenha sido o grande obstáculo para a pecuária evoluir. A atividade encontrava-se estagnada, com bois literalmente largados em pastos degradados, levando a um abate absurdamente tardio, entre cinco e seis anos de idade, e a atividade a um estereótipo extrativista.

Simultaneamente, o cruzamento industrial amargava sua primeira derrocada. Cruzava-se “tatu com cobra” e esperava-se que o tucura rendesse algo de espantoso. Muitas raças pagaram um preço alto por conta do erro dos pecuaristas na escolha dos indivíduos, a exemplo do Limousin – o “Angus” daquele decênio e atualmente nas mãos de pouquíssimos criadores.

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